abril 29, 2008

Porque raio?

Da parte de que conheço de mim mesmo, sou o que sou. Parece hipócrita deixar de o ser por quase todas as razões.. Decido quase tudo em breves segundos. A prática que tento manter dá-me o valor de pensar rápido remetendo para segundo plano os factores certo ou errado. A probabilidade de se errar é maior, claro... mas nesses pensamentos só entra o "cérebro" na equação e a lógica impera. Não me sinto superior ou inferior por ser assim, apenas sei que sou alguma coisa a par de tantos outros. Ou seja, resposta a perguntas mundanas normalmente tenho-as na ponta da língua.
O bloqueio surge quando as perguntas, sejam elas feitas por terceiros ou a mim próprio, causam um tipo de impacto, não agressivo mas progressivo. Porque ando eu a matar-me todos os dias? Ambicionando eu ser alguém com um bom nível de inteligência e cultura, sendo eu uma pessoa bem informada, sendo eu alguém com tempo para me poder dedicar aos prazeres da intelectualidade.. Porque raio fumo 2 maços de tabaco por dia? Porque raio não durmo numa puta de uma cama em vez de aterrar no sofá? Porque raio bebo desmesuradamente quando realmente devia era espairecer e divertir-me? Porque raio tive contacto com frutos proíbidos se nunca precisei deles? Porque raio é que não me deito a horas normais faz mais de 7 anos? Porque raio ando em esforço diariamente combatendo o sono e o mal-estar descuidando desde a saúde até ao aspecto físico? Porque raio não aproveito a sorte que tenho? Porque raio é que não me entrego a alguns prazeres consumistas? Porque raio é que me desinteresso por tudo aquilo que me faz alguém melhor? Porque raio é que não me conheço em estado normal? Porque raio é que todos os dias penso nisto e não tenho vontade para reagir? Porque raio não faço aquilo que fará bem? Porque raio deixo de fazer coisas dando a desculpa do cansaço? Porque raio é que não me dedico às minhas causas? Porque raio é penso demais naquilo que não tem explicação? Porque raio não tenho iniciativa? Porque raio é que não meto conversa? Porque raio?
Tenho isto e muito mais.. e tenho quase tudo ao contrário... ficam os sentimentos e alguns princípios que estes sim são irrevogáveis.

abril 28, 2008

Errar é humano, não é ?

[1] As feridas existem, custe o que custar a admitir. Não somos soldados perfeitos embora façamos tudo para o parecer. Eu tenho as minhas feridas, dói-me admitir, e não é com contentamento que digo que tu também tens as tuas.

[2] De seguida vem a questão sobre quem tem o direito de relembrar que elas existem e, mais do que isso, poder tocar nelas. Não há um linha definida sobre quem e quando o podem fazer.. maior é a dúvida na reacção que havemos de ter quando se torna tópico.

[3] O negativo será revelar as feridas.

[4] O positivo é que quem tiver lata, nervos, paciência, saúde, audácia e amizade para tratar delas se transforma em algo cujo substantivo é excessivamente mal utilizado, parabéns.. ganhaste um amigo.

abril 16, 2008

mas..

Quem somos?

De onde viemos?

Para onde queremos ir?


A primeira, impossível de responder.
A segunda, impossível de responder.
A terceira será uma possível pré pergunta/resposta para as duas primeiras?

E voltamos a pensar na beleza da vida.
Estou 10 minutos atrasado.

março 24, 2008

H&I

Got woken in the night,
by a mystic golden light.
My head soaked in river water.
I had been dressed in a coat of armor.
They called a horse out of the woodland.
"Take her there, through the desert shores."
They sang to me,
"This is yours to wear. You're the chosen one, there's no turning back now."
The smell of redwood giants.
The banquet for the shadows.
Horse and I, we're dancers in the dark.
Came upon the headdress.
It was gilded, dark and golden.
The children sang.
I was so afraid I took it to my head and prayed.
They sang to me,
"This is yours to wear. You're the chosen one, there's no turning back."
They sang to me,
"This is yours to wear. You're the chosen one, there's no turning back."
There is no turning back.
There is no turn.
There is no turning back.
There is no turn.
There is no turning back.
There is no turn..
«Horse and I»

The Fear of one of the Fours

Divergência, confluência. Parar, pensar e adormecer. Receio que aquilo que cria a divergência se torne com o tempo num caminho apenas. A auto-confiança inspira-me nestes momentos, pois já existiram episódios anteriores. Fear of Fours. O medo por si sugere consciência associada ao acto, é uma reacção não imediata e acessível a qualquer um, é uma resposta à divergência, é uma resposta inteligente. Ter o dom de travar quando se quer e não quando se pode. Divide-se por partes, subtraem-se os suspiros das linhas e depois então multiplicam-se, dispersam, invadem um todo. No fim? Não sou nada. Prendo-me na ocasião, prendo-me na oportunidade e solto-me em mim, liberto-me de noite. Implusão. The fear of one of the fours.